COVID-19 NO BRASIL: UM RELATO PESSOAL

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O primeiro caso de Covid-19 no Brasil foi confirmado em 26 de fevereiro de 2020. E em 05 de maio já temos, infelizmente, um acumulado de mais de 100 mil casos, 7025 mortos e uma taxa de mortalidade a cada 1 milhão de habitantes de 5,5, segundo o Ministério da Saúde. O Brasil é o segundo país do continente americano com maior número de casos, atrás apenas dos Estados Unidos, que já possui uma taxa de mortalidade de 246 habitantes por milhão de habitantes, segundo o site Statista, sendo mais de 1 milhão de casos confirmados e 61 mil mortes, segundo o Situation Report 106 da Organização Mundial da Saúde (OMS). O mesmo relatório demonstra que os países com situação grave na Europa, a Espanha e Itália, possuem uma média de 200 mil casos, com taxas de mortalidade de 576 e 508 por milhão de habitantes, respectivamente. Na China, país onde surgiu o primeiro foco de Covid-19 a taxa de mortalidade por milhão de habitantes é de 3.3. Na América do Sul, os países considerados com as situações mais críticas ainda estão bem atrás em números e a situação brasileira preocupa os países vizinhos, que temem que a maior nação da América Latina possa vir a espalhar o vírus, pois as fronteiras e aeroportos permanecem abertos. Essa preocupação já foi demonstrada em diversas declarações e Fernando López, Ministro da Defesa da Bolívia, chegou a afirmar que irá reforçar controle com a fronteira brasileira devido à preocupação de que os esforços de quarentena local se tornem inúteis devido à falta de seriedade do país vizinho com o vírus.

No Brasil, estima-se que 22 milhões de brasileiros estejam atualmente morando em locais vulneráveis à epidemia do novo coronavírus, seja devido aos números de casos, a estrutura precária, altas taxas de mortalidade por doenças crônicas ou o número de equipamentos de saúde insuficientes. Estima-se também que 81 mil indígenas estejam em situação de vulnerabilidade por fatores como falta de imunidade a doenças simples como gripe e falta de acesso a itens de prevenção da doença, como sabonete, máscara e álcool em gel. A situação é preocupante para o sistema de saúde pois, além da estrutura existente para atender aos crescentes casos de Covid-19, outras enfermidades podem demandar os mesmos equipamentos, leitos de UTI, respiradores e atenção de profissionais.

A GESTÃO BOLSONARO E A OPINIÃO PÚBLICA

Em relação à gestão da pandemia, o presidente Jair Bolsonaro tem ido contra as orientações da OMS, desestimulando as medidas de quarentena estabelecida por líderes locais e regionais. Ele chegou a afirmar que “remédio quando em excesso pode não fazer bem” e que a economia dos estados precisava “funcionar, caso contrário as pessoas vão ficar em casa sem ter com o que se alimentar”. Para justificar suas declarações, Bolsonaro baseia-se em evitar desemprego em massa e uma queda brusca na economia. Como tentativa de administrar a crise, Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, defendem ações como congelamento salarial de servidores públicos diante da crise como forma de reduzir gastos públicos e o ministro chegou a admitir a possibilidade que o Banco Central venha a emitir moeda para conter a crise e a possibilidade de compra da dívida interna para financiar a dívida pública, mesmo tendo consciência de que a consequência mais clássica para essas ações sejam o descontrole da inflação ou uma crise hiper inflacionária.

Bolsonaro (atualmente sem partido) é capitão reformado do Exército Brasileiro e foi deputado federal por 7 mandatos nos últimos 27 anos. Sempre apresentou uma personalidade controversa e com fortes discursos de ódio, muito conservadores, de caráter populista e de extrema-direita. Dentro deste grupo, caracterizado em grande parte por homens de renda e escolaridade acima da média, concentrados no sul e no sudeste do país, Bolsonaro apresenta aprovação superior a 90%.

A opinião pública no Brasil está diversificada em relação às medidas estabelecidas em nível nacional ou local. Apesar de ainda ter grande apoio da população, as medidas de diminuição de circulação de pessoas vêm perdendo aceitação de parcela dos cidadãos e, atualmente, 15% dos brasileiros apoiam a troca na pasta e defendem a priorização da economia e do emprego. Segundo pesquisa do Datafolha, importante centro de pesquisa brasileiro, caiu de 76% para 68% os dizem que ficar em casa é mais importante que a economia e 44% dos que recebem de 2 a 5 salários mínimos acreditam que pessoas fora do grupo de risco deveriam sair para trabalhar. A pesquisa demonstra que, entre 18 e 20 de março, os números mostravam que Bolsonaro tinha aprovação de 35% da população, caindo para 33% duas semanas depois. Porém, os que consideram a condução da crise ruim ou péssima foram de 33% em março para 38% em 17 de abril. Parte da desaprovação vêm de atitudes do presidente nas manifestações do dia 15 de março contra o congresso, mesmo sob suspeita de estar contaminado pelo novo coronavírus e a diminuição do problema ao chamar a doença de “gripezinha”, como fez no pronunciamento em rede nacional do dia 24 de março.

Como resultado da polêmica sobre como Bolsonaro vem gerindo a situação do Covid-19, 20 dos 27 governadores do país, assinaram e divulgaram uma carta de apoio ao congresso para atender as necessidades dos estados em meio à crise do corona vírus e após declarações de Bolsonaro, que acredita que o Brasil esteja indo para o caos econômico com as medidas de quarentena apoiadas pelo Congresso, enquanto os governadores acreditam que os conflitos referentes a proteção da economia nacional e a salvaguarda da saúde da população exigem momentos distintos para ação. Dentre os que apoiam o Presidente, revelou-se a preocupação de como se dá a condução do diálogo com os governadores e buscam convencê-lo a desenvolver ações conjuntas com os gestores estaduais na questão da pandemia.

Em contrapartida às ações defendidas pelo Presidente, muitos governadores exercem seu poder de gestão local e defendem as medidas recomendadas pela OMS. Essas medidas sugerem abordagens coordenadas multissetoriais entre o governo e de toda a sociedade e a coerência das medidas nos diferentes níveis de governança, nacional, regional e local. Salienta, também, aos líderes locais, a necessidade buscar medidas de implementação de segurança local que sejam planejadas de forma a promover a cooperação da população.

Um exemplo de contrapartida é o governador do estado do Maranhão, Flávio Dino. Membro do Partido Comunista do Brasil e em seu segundo mandato, Flávio Dino fez notícia ao se opor fortemente a Bolsonaro defendendo as medidas de isolamento, driblando as burocracias do governo federal para compra de novos respiradores e máscaras em protesto às medidas adotadas pelo Ministério da Saúde – que tenta centralizar a distribuição dos equipamentos e vem gerando conflitos com os estados –  e por ser o primeiro estado a estabelecer medidas mais rígidas de lockdown, buscando reduzir o a disseminação do vírus e tentar evitar o colapso do sistema de saúde local. O estado adotou essa medida pela crescente taxa de casos e por ter chegado a registrar, proporcionalmente, a maior taxa de óbitos do Brasil e a mesma velocidade que os EUA. A proximidade do Governo do Maranhão com a cidade de Wuhan e as diversas parcerias estabelecidas entre as partes, pode ser parte da razão das atitudes demonstradas pela liderança local. Aprender com as boas práticas pode ajudar no desafio local.

RELATO PESSOAL

Como moradora da cidade de São Luís, no estado do Maranhão, e estudante de Doutorado em Economia pela Huazhong University of Science and Technology em Wuhan – considerado o epicentro da Covid-19 e primeiro local no mundo a adotar medidas severas de confinamento –, posso apontar diferenças na gestão na crise de saúde e os resultados apresentados.

Em Wuhan, as medidas de confinamento foram tomadas rapidamente e com grande força pelo Estado Chinês. Rapidamente as entradas e saídas da cidade foram fechadas e o transporte público foi drasticamente reduzido, em um primeiro momento. Poucos dias depois, houve medidas de restrição de usos de automóveis, seguidas por restrição de locomoção por áreas específicas da cidade e, por fim, confinamento em casa, sendo permitido a saída apenas uma vez por semana, por apenas um membro da família, que apresentasse sinais de boa saúde. Essas medidas, apesar de drásticas e não necessariamente confortáveis para a população, se mostraram eficazes na contenção da disseminação e no número de novos casos e tornaram possível a reabertura gradual da cidade após dois meses.

Em dois meses o Brasil, por não adotar medidas de isolamento social, observou, em contrapartida, um avanço de 61 mil casos e esse número continua a subir, infelizmente. A demora na tomada de medidas sérias e consistentes, bem como a divisão de opiniões geram falta de engajamento da população nas medidas locais e tornam os problemas mais difíceis de serem resolvidos em curto prazo. Quanto mais se demora para uma medida firme e consistente, mais observamos o número de vítimas subir e a possibilidade de um retorno à normalidade se distanciar.

O Estado do Maranhão, ao ser o primeiro a implementar medidas mais rígidas de isolamento social, estabeleceu uma liderança às demais regiões do país de ir contra as declarações do governo federal na tentativa de aliviar a disseminação e evitar o colapso da sua estrutura de saúde pública. Ainda precisamos esperar os resultados dessa atitude, mas as práticas semelhantes realizadas na China e em outros países já se mostraram eficazes em relação à essa postura. Contudo, em apenas alguns dias, já se verifica uma boa adesão da população às medidas e espera-se que, em breve, os números comecem a diminuir. Assim como medidas que vivenciei em Wuhan, observo o governo local também acompanhado aumento de preços em medicamentos, tem reduzido a movimentação de veículos pelas áreas em lockdown e tem construído hospitais para aumentar a estrutura do sistema de saúde local. Além dessas medidas, o governo tem estabelecido medidas locais de pontos de higienização de locais públicos e requisição de leitos hospitalares em hospitais privados.

Tendo em vista os aspectos observados, acredito que este é um momento em que o Brasil se encontra sem liderança nacional firme e condizente com a calamidade atual, capaz de guiar a nação com o objetivo de superar a crise da pandemia, para que possamos, em seguida, reconstruir a economia. A divisão apenas aumenta nossos riscos e não nos leva a resultados concretos. Precisamos que a responsabilidade venha não apenas do indivíduo, mas do Estado para que haja incentivos e amparo para ficar em casa até que a pandemia, que é mundial e não apenas local, se dissolva. A falsa ideia de que a economia e a saúde pública são opostas em um plano de governo demonstra a tentativa do Estado de se escusar de sua responsabilidade de cuidar do seu povo. Quando se incentiva a população a quebrar a quarentena, o presidente tira de si a responsabilidade de chefe de Estado, com poder na mão para mover recursos e criar formas de assistência social e solidariedade e a transfere para o povo, que nem sempre possui condições para escolher o distanciamento social.

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  1. Esdras dice:

    Estudo da Fiocruz mostra que o vírus já estava no BR desde janeiro https://link.conexaopolitica.com.br/QmeRrNHYi2ioN9Qj8
    Governo Federal decretou estado de emergencia no dia 04 de fevereiro https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2020/02/governo-decreta-estado-de-emergencia-por-causa-de-surto-do-coronavirus.shtml
    Dia 06 de fevereiro publicação sobre quarentena, etc. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2020/lei/L13979.htm
    Infectologistas dizendo que pode ter carnaval, não tem problema. https://www.bbc.com/portuguese/brasil-51377580
    O Presidente desde o início disse quais medicamentos usar, todos tiraram sarro dele, até Governadores. Onde estão os que fizeram isso? Estão usando os medicamentos. O MA continua sem usar, e continua sem melhorar a situação. http://maranhaohoje.com/estado-requisita-leitos-privados-e-quem-tem-plano-de-saude-perde-prioridade-e-vai-para-fila-unica/
    Eu só penso que as pessoas devam ser mais imparciais e olhar os fatos ao redor. Porque é muito fácil criticar e dizer o que está errado. Acho que essa postura tem que mudar, se as pessoas focassem em ajudar e dizer qual seria o caminho a seguir e se unir, as coisas melhorariam. Imaginem como é difícil estar lá na posição que qualquer decisão irá impactar na história de muitas pessoas. E sabemos que a economia mata, e vai além de matar, gera outros danos que muitas vezes são irreparáveis. Não devemos esquecer dela.
    O que vejo, são políticos aprovando mais e mais bilhões pro combate ao vírus, e tudo sem transparência. Isso ninguém cobra, a conta vai ser paga por quem?
    http://maranhaohoje.com/em-santa-rita-prefeitura-recorre-a-cloroquina-e-acelera-recuperacao-de-infectados-por-covid-19/
    https://link.conexaopolitica.com.br/s38ix5CvThSS8MJ4A
    https://link.conexaopolitica.com.br/TxyajKVuHKtJ5KGN6
    https://link.conexaopolitica.com.br/ZqZ9PuJREBwwqqWQ6
    https://link.conexaopolitica.com.br/YBxvPuVV4jXjEDBD7
    https://link.conexaopolitica.com.br/9fDjbMhJdce5Rk1J9

    1. Indira Santos dice:

      Olá Esdras! Bom, acho muito importante o debate e a construção do pensamento crítico. Sobre o seu comentário e os tópicos levantados, vamos por partes:
      1 – Sobre o vírus estar no Brasil desde janeiro:
      O artigo que assino foi escrito em 5 de maio, antes da publicação aqui, dia 12 de Maio. A pesquisa da FioCruz foi publicada dia 12, pelo link que você sugeriu e dia 11, até onde encontrei referências. Você talvez já saiba que o vírus em si se suspeita que já circulava na França antes mesmo do primeiro caso confirmado em Wuhan. Seguem algumas referências:
      https://brasil.elpais.com/sociedade/2020-05-05/oms-pede-revisao-de-amostras-de-pacientes-apos-deteccao-de-caso-de-covid-19-na-franca-em-dezembro.html?utm_source=Facebook&ssm=FB_BR_CM#Echobox=1588720596
      https://portal.fiocruz.br/noticia/estudo-aponta-que-novo-coronavirus-circulou-sem-ser-detectado-na-europa-e-americas
      2 – Estado de emergência desde 4 de fevereiro de 2020:
      Devido a seriedade do vírus e de não haver uma vacina ou um tratamento totalmente aprovado para o Covid-19 e a possibilidade de causar um colapso no nosso sistema de saúde, visto que já estava causando estragos vários países afora, entendo que o país fez certo sim em relação à esse decreto lá atrás, afim de evitar que os procedimentos necessários ficassem presos nas burocracias do Estado. Inclusive, vale lembrar a própria OMS declarou emergência de saúde pública internacional já no final de Janeiro. Cabe a nós acompanhar de perto a situação no nosso país para que não seja desculpa para mais casos de corrupção.
      https://observador.pt/2020/01/31/coronavirus-o-que-significa-um-estado-de-emergencia-de-saude-publica-internacional/
      3 – Sobre o não cancelamento do carnaval:
      Segundo a própria notícia da BBC que você apresentou o Link diz o seguinte “A resposta que infectologistas ouvidos pela BBC News Brasil têm dado é que, até agora, nada justifica o cancelamento da folia, mas é preciso ficar atento ao avanço da doença, tanto no Brasil quanto nos países de onde sai a maioria dos turistas.” A notícia foi publicada em 5 de fevereiro, até então, não havia nenhum caso confirmado no país. Por mais que, pessoalmente, eu acredite que seria interessante a suspensão diante do perigo iminente, há de se concordar que, até aquele momento, não havia um caso concreto para justificar a suspensão. E, segundo conversei pessoalmente com a Dra Ho Yeh Li, infectologista chefe do Hospital das Clínicas em São Paulo no mesmo período, era esse o pensamento dos profissionais de saúde até então.
      4 – Presidente diagnosticar qual medicamento deveria ser usado:
      Bom, em primeiro lugar, eu parto do princípio de que existe um consenso de que quem indica medicamentos e tratamento são médicos. Bolsonaro é médico? Não. Ele possui uma equipe técnica ao redor dele que pode orientá-lo? Sim, claro. Porém, vale lembrar que ele mesmo não concorda com a própria equipe técnica, chegando a tirar Mandetta do Ministério da Saúde por defender (enquanto médico e, portanto, possuir conhecimento técnico) o isolamento social mais forte, enquanto o presidente insistia na reabertura do comércio. E continua não confiando ao tomar decisões que afetará a saúde pública do país sem consultar o novo ministro, Nelson Teich, também médico. Você facilmente encontra no YouTube imagens dele surpreendido com o fato de Bolsonaro incluir academias e salões de beleza como “serviços essenciais”.
      Quando falamos sobre medicamentos, é extremamente importante que ele esteja, pelo menos, embasado em estudos científicos 100% evidentes. Na área da saúde, qualquer tratamento só é feito com evidência científica forte na literatura (estudos clínicos randomizados, revisões sistemáticas, metanálises). Alguns estudos demonstram melhoria em algumas pessoas. A situação atual realmente demanda uma resposta mais rápida e não nos permite simplesmente esperar o tempo normal de toda uma pesquisa científica rigorosa antes de tomar alguma atitude. Porém, cada governo (e indivídio também) tem que ser responsável ao bater o martelo em relação à indicação de uma solução. A amostra tem quer grande, heterogênea, comparar com o grupo controle etc. Acho inclusive válido mencionar que a Agência de Saúde dos Estados Unidos voltou atrás em relação a prescrição do mesmo medicamento defendido por Bolsonaro.
      E sobre a retração da economia, vale relembrar que não somos os únicos a serem afetados com o Covid-19. O Próprio FMI já publicou relatórios de projeção para esse ano. O PIB mundial está projetado para -3% esse ano, com recuperação apenas para no que vêm, considerando que encontraremos vacina para o vírus e a situação seja reestabelecida ao normal.
      https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2020-04/mandetta-anuncia-saida-do-ministerio-da-saude
      https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2020/05/bolsonaro-inclui-academias-saloes-de-beleza-e-barbearias-em-servicos-essenciais-durante-pandemia.shtml
      https://saude.estadao.com.br/noticias/geral,cdc-dos-eua-tira-orientacoes-sobre-cloroquina-e-hidroxicloroquina-de-seu-site,70003265607

      Haz clic para acceder a F%C3%B3rum-hidroxicloroquina-completo-1.pdf


      https://www.imf.org/en/Publications/WEO/Issues/2020/04/14/weo-april-2020

      5 – Quem paga a conta:
      Aí voltamos ao ponto que comentei lá em cima… temos que acompanhar de perto e ficar de olho no que acontece, como desculpa para “controlar a situação”. O que não concordo é a falsa oposição que existe atualmente entre economia e saúde. Isso vem de reconhecer o papel político de cada um de nós e da pressão que podemos realizar. Enquanto isso, temos que lembrar que a elaboração de políticas públicas bem como a fiscalização em relação à situação da pandemia também faz parte da responsabilidade presidencial. Não podemos é permitir uma visão oportunista, que permite apenas UMA solução ao problema, em vez de demonstrar as opções disponíveis e agir de forma a beneficiar diversas realidades presentes no nosso país. As desculpas em relação as dificuldades políticas do nosso país se dissolvem rapidamente com pressão popular. O importante eu acredito é entender a responsabilidade de TODOS, inclusive os que estão em cargos-chave. O que cada um tem em mão para realizar. Eles e nós.

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